A democracia como forma de aperfeiçoamento da convivência humana, construída histórica e culturalmente, que deve reconhecer e lidar com as diferenças, ser inclusiva das minorias e das múltiplas identidade, implicar na ruptura com as tradições e buscar a instituição de novas determinações. Enfim, a concepção de que a convivência humana deve ser medida por uma gramática democrática provocadora de rupturas positivas e
indeterminações, através do exercício coletivo e participativo do poder político, para que se possa seguir avançando para novos desejados estados de vida em sociedade.
Na educação, nas escolas pode-se praticar as distintas formas de participação, de democracia; logo, pode-se promover ou restringir a inserção dos indivíduos em espaços sociais além dos que lhes seriam previstos ou autorizados.Isto é, educar em determinado ambiente democrático, para apreço de determinada democracia . Democratização da educação está associada à democratização do acesso e estratégias globais que garantam a continuidade dos estudos, tendo como horizonte a universalização do ensino para toda população.Em decorrência, a concepção de gestão educacional tem como premissa o compromisso da escola pública com as comunidades onde está inserida e a quem serve.
Para isso, a organização democrática, aquela que visa objetivos transformadores, não pode prescindir da participação efetiva dos envolvidos, dos interessados, nas deliberações da escola, ao mesmo tempo em que exige do estado as condições para sua autonomia e funcionamento qualificado necessitando da participação de todos, evitando-se assim a supremacia dos interesses educacionais coletivos.
A autonomia é sempre de um coletivo, a comunidade escolar, para ser legítima e legitimada depende de que o coletivo reconheça sua identidade em um todo, que reconhecera como parte de si. A autonomia e a gestão democrática na escola, deve ser cuidadosamente trabalhada.
A democratização do acesso e permanência / continuidade nos estudos, democratização dos saberes que dão passagem à cidadania e ao trabalho, participação nos processos de planificação e decisão, relações de autonomia – a inserção em um projeto mais amplo de democratização da sociedade centralizada nas políticas educacionais mais justa e igualitária. Há instrumentos e instâncias formais que pressupõem a eleição de representantes, a partir do compromisso com determinados segmentos, da comunidade escolar. Hoje a luta pela democratização da educação no Brasil, por política pedagógica através de uma prática democrática, mobilizando uma abertura às modalidades regimentais, criando novas formas de participação e avançando para princípios e direitos da plena cidadania.No caminho da gestão democrática muitas outras leis foram asseguradas em estado e municípios, consolidando conselhos representativos, com caráter fiscalizador, normativo e deliberativo; eleições de dirigentes; processos participativos, na elaboração das políticas publicas; repasse de recursos para as escolas. A luta por mais e mais democracia, fonte inesgotável do aperfeiçoamento da convivência humana, tem na educação sua maior sustentação e por isto tem de ser valorizada como prática política e pedagógica em todas as escolas.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
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